quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sonhei contigo


Ontem sonhei contigo, estávamos em um banco de praça algo tão peculiar e mágico entre nós dois, eu ansioso à esperar, com as mãos ainda frias e o pulsar do peito vibrante como se fosse a primeira vez, noto de longe aquele caminhar singular que nunca se fez ausente, estava linda, logo notei no seu pescoço o colar que usa e o seu pingente em forma de coração, estava com a blusa branca que lhe preseteei e sua imensa bolsa branca, e eu como de costume estava com a minha gigantesca bolsa de couro que me faz de longe ser notado, e usando a blusa verde que você me deu e que eu tanto adoro, conversávamos, conversámos, parecia uma eternidade que não nos víamos, pois a saudade mal cabia entre nossos abraços, mas de repente alguém aparece e sussurra ao meu ouvido, pedindo para eu recitar um poema para você, logo ri, como se fosse necessário alguém pedir pra falar sobre você em forma de versos, mas parecia diferente era como se algo fosse pôr em prova, você com os cabelos já não tão negros rutilantes e com a sua mecha que destaca teu lindo rosto sorriu em forma de gestos bem ternos pra mim, como se falasse: faz o mais lindo poema pra mim, e eu todo derretido te abracei com o calor de sempre, foi de fato o mais lindo poema que escrevi, pois ao recitar garoavam águas de felicidades em meus lençóis, como orvalho nas pétalas das flores, as borboletas mais lindas apareceram e os girassóis voltaram a seguir os lindos raios solares, o quarto ao amanhecer se fez azul e de todas as outras cores que sonhamos um dia, de um quarto se fez jardim, os olhos não se sustentavam de alegria, o teu cheiro de tão real se fez presente e meus lábios mais uma vez tocaram o gosto bom dos teus. Mas logo notei que se tratava de um sonho, mas permiti viver esse momento ao teu lado, eram os versos que faltavam, era o que meu peito buscava.


Em ingênuos fatos que flora

Na tua linda face ver nos olhos o brilho expor

Abrir os olhos depois de sonhar

Em fina flor pensar

Recordar o sonho lindo amor

Prometeu em não soltar minhas mãos

Com aquele abraço e o olhar em lenta câmera

Não foi sonho meu.


Risonho campo de flor de presente ofereceu

Amor que de nada se estranha

Instinto do que há em pele chama

Ancorada em terra firme risonha

N'alma aquilo que tem força

Névoa em perene estado

Altar de imenso amor envolver



Jazigo eterno de o sentimento ser

E de felicidade florir...

O sonho consentir.


Baerdal

Cálice sem fim

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Will e Louisa, como eu sou depois de vocês.

Olha o sonho de estradas esquisitas, a maturação do que é solidez e a continua ausência de quem partiu dos nossos braços. Tem que fic...