terça-feira, 29 de junho de 2010

Continuará me amando de manhã?


Eu continuarei te amando quando abrir os olhos e a brisa saudável da manhã cedo chegar ao meu rosto.
Enquanto a janela da minha vida falar teu doce nome, continuarei te amando ate a ultima manha da minha vida!


Baerdal
Cálice sem fim

sábado, 26 de junho de 2010

Como se pode odiar a quem tanto ama


“Moça, Olha só, o que eu te escrevi
É preciso força pra sonhar e perceber
Que a estrada vai além do que se vê
Sei, que a tua solidão me dói”

Mais a verdade é que não se pode odiar quem se ama, o grande erro é deixar transbordar o furor ao invés da flor que se leva no peito, ao conversar com as botas batidas e surradas de Camelo a mesma proferia-me de uma forma seca e sisuda: “Diz, quem é maior que o amor?” e em um estado de profundo silêncio que até caindo uma agulha ao som de milhares de vuvuzelas ouviria o seu som cálido incidir ao chão, pude sentir que nada é maior que o sentimento que existe livre, por demais que as palavras de Bocage proferidas em Olhos em brasa de revés me lança; Oh dor! Oh raiva! Não é possível odiar quem tanto ama, é que ando tão baixo pelo mundo e o que é vasto talvez não há de encontrar-me, não ando a procura de um sorriso perdido, e entendendo que no momento é inexistente, pois bem sei que quem sempre sorriu pra mim foi você, ando com passos curtos e sem pressa e com uma intensa memória, não ando perdido e nem disjunto já que a poesia sempre me abraça, faço dela minha mais leal conluiada, quando você me deixou ela comigo ficou, mas quando a mesma se ausenta por momento de solidez já que vida própria ela tem, fico próximo do silêncio ouvindo as nossas músicas onde encontro tua presença, mas me vem no peito a ausência, me faço sempre a mesma pergunta onde tu estarás?
Grito e o nada responde... SILÊNCIO! SILÊNCIO!
Por onde você anda que não te vejo mais que não te ouço mais, e sua crise de enxaqueca? Onde está o caminhar mais lindo que eu já vi, onde se encontra aquele sorriso grande amor?
Séria tamanha contradição o amor em ódio transformar.
“Mas antes que eu me esqueça
Antes que tudo se acabe
Eu preciso
Eu preciso, dizer a verdade...
É impossível, é impossível
Esquecer você
É impossível
Esquecer o que vivi
É impossível
Esquecer, o que senti...
É impossível...
É impossível, é impossível
Esquecer você
É impossível
Esquecer o que vivi
É impossível
Esquecer, o que senti...”

Seria impossível odiar esse amor de todas as cores de todos os tons, esse amor que incita a beleza e o voejar em mim, tão contraditório seria esse amor.
Tudo que eu quero é ouvir tua voz, a mansidão que ela ecoa pelo ar por qual me direciono, onde as borboletas bailam com a suavidade que tua voz emana, é quando a brisa ainda mais serenizada fica quando tu cantas, mais uma vez quero por fim ouvir-te e silenciar a ausência, Sei que em meu pensamento se encontra sempre presente e intensa, às vezes me perco no espaço vazio de um sentimento frio, vazio e sem força de alçar, bate infinitas partículas o ressoar de um canto que jamais emudeceu e de onde o ódio não existi. AMOR!


Baerdal
Cálice sem fim

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Quando a saudade apertar


Deixa a saudade apertar

Deixar o pássaro voar

Em um voejar rasante

E quando as asas cansarem

Descansar em graveto e ecoar o canto vibrante

Deixa o relógio passar

Deixa o tempo sanar
Não há algo maior que o amor não espere.

Voa livre e retorne

É a saudade eterna desenhada no peito.

É o compasso frenético

Deixa-o voar

Regressa sem pressa

Deixa a saudade apertar

A janela aberta será.

Voa, voa bem alto pássaro.

Procure os mais lindos campos ainda que não encontre...

E quando a saudade apertar

Volte e faz tua eterna morada

Venha, cante a melodia.

A presa o tempo fez jus

Quando a saudade apertar... Aterrisse firme.




Baerdal
Cálice sem fim

terça-feira, 22 de junho de 2010

“Eu trago em mim todas as dores e as alegrias de quem já partiu, e de quem já ficou! Especialmente hoje…” Eliane Azevedo


O subterfúgio desnecessário...
Tanto pranto
Encanto de saudade.
No ultimo instante, ao último olhar, aniquilo-se a mágoa por entre borboletas desenhadas na parede.
Envergavas o meu destino. E como era brioso o teu corpo delineado nesse destino que me determinava o tempo.
Não consigo livrar-me desse brilho que ressoa em teu olhar esse amor
O teu sorriso beijou as estrelas do meu céu e apagou qualquer luz que delas emanava.
Amor de várias vidas os nossos corpos adormeceram em um único sonho.


Baerdal
Cálice sem fim

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Eu e minhas bobas preocupações

“...Eu deixarei...Tu irás e encostarás tua face em outra face...
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada...
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu...
porque eu fui o grande íntimo da noite...
Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa...
Porque os meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
E eu ficarei só como os veleiros nos portos silenciosos
Mas eu te possuirei mais que ninguém, porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas,
serão a tua voz presente, tua voz ausente, a tua voz serenizada.”
(Vinícius de Morais)




Como o barco disposto a conduzir e o porto que ao ancorar estarás aberto.
Não haverá raiva, orgulho ou bloqueio, pois a árvore sempre lhe oferecerá sombra.
E com tudo, percebera que estive sempre presente.

Baerdal
Cálice sem fim

quinta-feira, 17 de junho de 2010

A poesia não depende de expectativa


A minha corrente
Amanhar o amor
No viveiro da felicidade
Jazigo da flor

Encontrarei
Aquele carinho
Como também me lembrarei
De todos os beijos

A vida é semear
E um futuro colher
Contornos de amar
Motivos de viver

Outrora...
Abandonado
Como folha ao vento
movido.

O passado.
O presente...
A semente brota
O amor sobrevive.

Em sua parceria
Recomponho a minha sina
Reencontrar a alegria
De aquarela menino.

Na tua prece
Obrigado Senhor
O meu viveiro germina
Varrer a dor
Quando vejo a flor.

A fina flor.
No meu jardim, a única flor.
Regar-te-ei com amor
Colher-te-ei.


Baerdal
Cálice sem fim

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Onde?


Verde
Vermelho
Verde
Vermelho
Verde
Vermelho...
Já imaginaram se um dia todas as pessoas ficassem sem destino, pegassem suas motos, seus carros, seus casacos e saíssem pela rua sem destino?
Verde
Vermelho
Verde
Vermelho
Verde
Vermelho...
Aonde quer que eu ande levarei sempre você em meu pensamento...

Baerdal
Cálice sem fim

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Quando as lágrimas secam


Quando as lágrimas secam é sinal de que tudo foi chorado, muito foi lutado, nada foi mudado e aos poucos foi tudo acabado.
Às vezes eu me olho e me recordo das nossas vidas, como eram extrovertidas! Às vezes eu te olho e me lembro dos nossos sonhos, sonhados de uma forma realista!
Quando eu me vejo eu percebo que as nossas vidas não poderiam seguir juntas, pois eram vidas diferentes!
Quando eu te vejo eu noto que os nossos sonhos eram apenas os sonhos da gente. Mas eram sonhos para sempre. Eram grandes sonhos em nossas mentes!
Eu poderia ser o ser humano mais feliz da face da terra, assim como eu era!
Você poderia ser a mais bela de todas as belas, como na minha cabeça você era!
Eu poderia ter sido tudo o que você poderia ter me pedido para que eu fosse. Mas não deu, pois você não pode ser quem um dia me prometeu!
Agora só restou aquela mesma cicatriz que há tempos foi aberta. Aquela ferida que nem o tempo seca. Aquela ferida que quando me lembro, sei que é ferida eterna!
As lágrimas secaram. O sol já não tem mais aquele mesmo brilho intenso que tinha!
Você me faz lembrar que tudo que um dia eu senti por ti era um amor imenso, pois você era minha!
Juro se preciso for
Que por você eu senti amor
Puro e verdadeiro!
Que eu pensava em nós o dia inteiro.
A forma com que eu te amava me pregou peças! Me tirou do sério, do normal.
Me fez rir e me fez chorar. Me fez também pensar em toda forma de amar que na cabeça de um ser humano há!
Hoje eu tenho certeza que na minha mente você pra sempre irá ficar!
Hoje eu tenho certeza que o meu coração eternamente será capaz de te amar!
Todas as noites quando me deito, sei que vou continuar te amando do meu jeito!
Sem você perto de mim para me fazer sorrir, para me fazer sonhar, para me fazer feliz, para me realizar, para me abraçar e me tirar à timidez.
Por que hoje eu sei...
“... hoje eu sei que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez...”.

Autor: João Alves

Cálice sem fim

sexta-feira, 4 de junho de 2010

O banco


Antes habitado
Nunca dantes tão vazio.


Baerdal
Cálice sem fim

Nota triste


Não pinte a dor do meu peito
Deixe meus insanos dedos desafinarem como notas musicais.
Eles sabem a melhor melodia que os deixam em paz.
Quando a sétima corda prende a velha fibra.
E os cantos cadavéricos ecoam no ar.
Germina mais um tom de sua vida.
Deixe-me ver os campos-santos.
Eles escondem velhas alegrias.
Deixe sentar nas covas dos magoados.
Sentir a dor viva.
Não retrate o meu velho peito.
Ele ecoa notas tristes...
E você onde se encontra?
A sete palmos do chão.
Deixou – me.
E não foi feliz...
Não retrate meu peito.
Ele ainda chora por ti.
E por ti passar a existir uma esperança.
Passo pelos cantos ao som das notas tristes do teu peito.
Caí em ásperas lágrimas e morro junto ao teu tumulo.

Baerdal
Cálice sem fim

terça-feira, 1 de junho de 2010

Não ridicularize o amor que sinto


A vida é breve e arriscada, moça!
Por isso não ridicularize o amor que sinto.
eu peço!
Tenho no meu livro marcas tristes
histórias de pessoas que o tempo mostrou o que acontece com quem brinca e se arrisca.
De aquarela, fica ferida...
Errei, mas não cometa o mesmo erro, não abuse de minha alma, como se fosse avenida.
Nada de uma quarta-feira de cinzas
recatada, sisuda, com medo do samba
por isso não ridicularize... não ridicularize...
...não ridicularize o amor que sinto
não faz sentido...

Venha..., mas venha por inteira
não traga passado nem sonho bandoleiro
eu amo viver e é assim que vai ser
para sempre, e não será muito...
ninguém mais vai desmoronar meu mundo!
O amor é uma prece, só de quem merece!

Não ridicularize o amor que sinto...
Se for passageiro, prefiro que não chegue.
o tempo me mostra sem erro nem demora
que vale rosas todas as minhas horas
e eu quero vivê-las como eu sempre quis:
assim, feliz!...


Baerdal
Cálice sem fim

Vale?


Por mais “involuntários” que sejam, são nos pequenos atos que se destrói o que se tem de grande no peito.

Baerdal
Cálice sem fim.

Sem Mandamentos


Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos
De rostos serenos, de palavras soltas
Eu quero a rua toda parecendo louca
Com gente gritando e se abraçando ao sol
Hoje eu quero ver a bola da criança livre
Quero ver os sonhos todos nas janelas
Quero ver vocês andando por aí
Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse
Eu até desculpo o que você falou
Eu quero ver meu coração no seu sorriso
E no olho da tarde a primeira luz
Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto
Eu quero um carnaval no engarrafamento
E que dez mil estrelas vão riscando o céu
Buscando a sua casa no amanhecer
Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada
Rasgar a noite escura como um lampião
Eu vou fazer seresta na sua calçada
Eu vou fazer misérias no seu coração
Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua
Pra escrever a música sem pretensão
Eu quero que as buzinas toquem flauta-doce
E que triunfe a força da imaginação.

Oswaldo Montenegro
Cálice sem fim

Will e Louisa, como eu sou depois de vocês.

Olha o sonho de estradas esquisitas, a maturação do que é solidez e a continua ausência de quem partiu dos nossos braços. Tem que fic...