terça-feira, 26 de junho de 2012

Devaneios de um Santo Antonio


Faço a reza e vou dormir sem pressa.
Dia e noite fico só
O corpo sem coito espreita
Alço do carente leito
Sem alarde rastejo
Saio em plena madrugada
À perseguição de devaneios
Peço bênção a Santo Antonio
Para encontrar uma amada.

Chego numa velha esquina
Umas cadeiras pra sentar
Um nome sugestivo
De um recanto popular

Deparo com faíscas de batom
Aprochego sem moléstia
Peço uma dose pra pensar
Infinitas revoadas e uma perna a cruzar

Mui querido companheiro
Traga a conta, por favor,
Vou sucumbindo à ladeira
De mãos atadas com o amor.

Agradeço a Santo Antonio
Ao padim ciço vou orar
Já não mais agüentava ficar com o dito popular




Leandro Tavares - Baerdal
Cálice sem fim

Um comentário:

Will e Louisa, como eu sou depois de vocês.

Olha o sonho de estradas esquisitas, a maturação do que é solidez e a continua ausência de quem partiu dos nossos braços. Tem que fic...