quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Balões de Saudades


Acinte repentino aos meandros dos sinais,

Balões azuis invadem no tempo uma casa esquecida
o sobrado coberto de flores, antigas cores,
em descanso extenso

Em forma de ternura uma moldura na parede em rugas

um sorriso mostra o brilho de uma rosa perdida
Esses balões azuis de brio eterno

A casa ainda com cheirinho de rosas
rubras em lentos sinais de um outrora
resiste de uma eterna saudade
que ainda me olha
O que pode ser rasante

Torna-se constante
O sorriso caminha por aquela rua que você nomeou saudade
E por saudade o lindo balão azul volita.


LEANDRO TAVARES - Baerdal

Cálice sem fim

6 comentários:

  1. Gosto muito de passear por aqui, sua sensibilidade sempre deixa algo muito bom no meu coração.
    Beijo
    Denise

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  2. não tenho palavras pra descrever o que senti te lendo!
    LINDO!
    sucesso! (:

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  3. Balão solto ao ar
    dança freneticamente ao agito do vento
    Balão quer sonhar
    que a vida é movimento
    Funde-se com o celeste azul
    o azul do balão inocente
    Que traz de norte a sul
    esta vida inconsequente

    Guiado pelo vento
    perde-se o balão sobres as rubras rosas
    que acalentam-lhe com seu perfume
    e reacende a memória
    Vento leve ao tempo
    Antigas prosas
    Combinação que une
    e escreve nova história!

    (...rsrsr viajei com o balão, ri de mim não...)

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  4. rsrsrrs
    não iria rir de uma viagem poetica.

    grande abraço Mari

    É o balão que não pode parar de voar.

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  5. Denise, é a melhor sensação que se pode ter, é poder deixar algo de bom no coração de quem ler esses textos rabiscados de esperança.

    Grande abraço

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  6. Andressa se você sentiu algo bom isso me basta, pois puseste um sorriso no meio de um mar...

    Um imenso abraço

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