quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do que foi meu e agora é teu

Não tenho palavras para descrever meu sorriso em receber essas linhas carregadas de cores, que não poderia ser diferente de minha estimada amiga Mari por vezes Ane de

As cores que sou


Reencontra-te!

Deixaram-te ?

Deixou você também lá trás, o que o passado tão bem passou

E na festa da vida tornas a bailar

em tercetos e rodopios

Palavras e valsas

Saltos e gritos.

Reconhece dentro de ti

Os grilhões que te prendiam

Solta-os ou faze deles teu senhorio

A escolha é tua.

Abre os verdes olhos teus

e alcança os sorrisos que te enxergam

Das tantas lágrimas que verteram,

faze-as cascata viva de um novo respirar

Suportas tormentas e vendavais

quando num mergulho dentro de ti

contempla tua verdade, digna de plena essência.

Ser feliz, estar feliz!? Real ou ilusionario.

Não se compra um sentimento, vive-o no momento

Sim o melhor virá, virá ao externo porque dentro de ti já se encontra

A beleza que contemplas com teus olhos apurados na singela natureza

Faz em ti morada, ah por certo, caro poeta

O melhor de ti, a ti mesmo contemplarás!

E completo em ti mesmo, verás não ser no outro a necessidade de completude, mas a beleza da partilha sem cobranças nem opressão.

Quando podes conhecer tua vida, bela e rusga essência; e reconhecer-te como obra prima a ser contemplada, assume a responsabilidade de cada escolha feita. Então esta liberdade remete a maturidade de escolhas. Escolhas feitas a cada dia.

Escolhes ser feliz, feliz vive tua escolha. São momentos e sentimentos, músicas que te embalam, sonhos que te valsam, fotos que pintas a captura da câmera na fração de um segundo encantado.

Não haverá de serem os outros a te compreenderem. Afinal vives para ti ou para os outros??!!

Poucos são os que entendem a voz do coração. Apenas quem se dispõe a libertar-se das amarras convencionadamente impostas pela razão.

Solto, livre dentro do mundo que habita em ti, creio, menino poeta, existir uma beleza tão grande que a métrica não pode envolver.

Vejo um descobrir a si mesmo de partes fragmentadas buscando a composição do teu todo, lidando com a liberdade que te abre a porta, pedindo passagem para a vida. Reencontra-te e sente-se bem!

Deixaram-te e já não te sentes mais tão só...


Mariane

Cálice sem fim

2 comentários:

  1. Que tal ler ao som de "Elephant Gun by Beirut"?

    Não imaginei que te importarias com minhas divagações... sinto-me agradecida!

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  2. Volto aqui para ouvir tua seleção de músicas, muito boa!

    ResponderExcluir

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