sábado, 7 de maio de 2011

Meretriz


Em ufania cara meretriz?

Queres um osculo meu?

Mas não sou digno do teu

Sou apenas um mero vassalo

De tua qualidade

Confino-me apenas ao mortuário

Queres vê meu peito dilacerado,

Digna-se a isso meretriz?

Vossa senhoria, digna da moral

Dos delitos humanos

Minha vida é um detalhe

Sou detento de tua beleza

Oh! Vênus tu que tens ócio no Olimpio

O que fizeres? Diluiu ódio e amor?

Meu peito dilacerado que dor!

Tendes piedade de mim

Sou a velha ovelha desgarrada do rebanho.

Tendes piedade de mim

Não faça meu peito imergir

No fogo da paixão

Sem quer que saiba o limite da dor

Meretriz tende piedade de ti

A moral de ti anda longe

Minha mera meretriz

Lembra que não manda?

Olha o teu dinheiro na lama.


Leandro Tavares - Baerdal

Cálice sem fim

2 comentários:

  1. Meretriz que audaciosa protagoniza o enredo da propria vida!

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  2. Que poesia intensa Leandro...
    Gostei.Tem méritos...
    Beijos

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