terça-feira, 10 de maio de 2011

Estava ele passeando contra o tempo


Estava ele passeando contra o tempo, ao sul as batidas de quem partiu e ao norte um olhar terno que meneaste para uma prosa na calçada.

E envergonhado acena para olhar o bailar das flores

Pois não iria se acovardar a tal pedido.

E com o sorriso nas mãos pergunta se o sonho é repentino.

E respondem, melífluos.

Anda minuciosamente por quilômetros, por veredas e trombetas

Por onde se passava avistava-se aqueles lábios

E da cabeça não saia a palavra melífluos.

O desejo dos olhos alarga, o calor no corpo acende

Deixa as mãos estendidas aos risos de quem vem do norte.

E minuciosamente envenenasse e esquece.


Leandro Tavares - Baerdal

Cálice sem fim

Um comentário:

  1. O poema trás consigo uma tristeza lenta.
    Constante e cheia de desejos...
    Melifluos, adocicados são os beijos que nunca acontecem nessa trama, só os passos.
    Beijos

    ResponderExcluir

Will e Louisa, como eu sou depois de vocês.

Olha o sonho de estradas esquisitas, a maturação do que é solidez e a continua ausência de quem partiu dos nossos braços. Tem que fic...